Trazemos os scans e a tradução completa da revista Fault Magazine, onde a Shay fala sobre o início da sua carreira, sobre PLL e muito mais.
VIVENDO EM LA LA LAND
Não há muito tempo atrás, como uma atriz desempregada no Canadá, Shay Mitchell pensou que a vida que ela queria não queria mais ela. Hoje, como a estrela da série aclamada da ABC, Pretty Little Liars, ela está vivendo seu sonho.
Imagine por um segundo que há uma coisa que você quer fazer com o resto da sua vida – atuar, cantar, dançar, contar piadas, o que for.
Agora imagine ter ninguém para contratá-lo para fazer essa coisa. Para muitos – como Shay Mitchell, isso não foi apenas imaginação; foi real por um longo tempo. A ex dançarina/modelo de 25 anos que era de Toronto – na verdade, Mississauga, uma pequena cidade fora de Toronto – tinha uma paixão por atuar, uma paixão que tinha começado a diminuir quando lhe ofereceram o seu emprego dos sonhos em Hollywood, na forma de Emily, uma homossexual no seriado de TV Pretty Little Liars. Mitchell
recentemente fez uma pausa das filmagens da terceira temporada para falar sobre sua jornada de Mississauga para Hollywood.
Fault: Onde sua paixão por performar veio?
Shay: Minha prima de segundo grau foi a cantora na família. Quando eu era pequena, eu assistia ela e queria ser como ela. ‘Ah, isso é tão legal!’ Então, sempre que um membro da família iria se casar, ou uma grande ocasião, eu iria performar – cantar, dançar, qualquer coisa. Sempre quis performar, mas eu não tinha interesse em atuar na época, e eu realmente não sentia que cantar ou dançar era a carreira que eu queria. No entanto, quando eu tinha 18 anos, eu pensei ‘Você sabe, eu vou frequentar algumas aulas de atuação’, e mesmo isso podendo ser complicado, como eu não sabia se iria amá-lo ou odiá-lo, eu queria tentar. Então fui para minha primeira aula de atuação, e amei.
Como você conseguiu fazer parte em Pretty Little Liars?
Quando eu consegui um agente – quando eu ainda estava morando no Canadá – ela me perguntou: ‘Que tipo de carreira você quer?’ Eu disse que gostaria de fazer… algo cinematográfico, séries e as filmagens foram predominantemente nos EUA. Então [esse era dos EUA] meu agente me fez filmar audições, porque eu não poderia viajar para Los Angeles cada vez que eu tinha uma audição. Então, eu apenas me filmava e enviava pela internet. Ele iria me mandar vários scripts. Eu mandaria várias “tomadas” e então… nunca mais ouvi falar. Então ele me disse de um pilot chamado Pretty Little Liars. Então eu fui no dia seguinte à minha agência para ter uma tomada feita, e foi realmente uma das primeiras audições que eu não fiz profissionalmente, porque eu corri por
dinheiro. Tinha alguém na recepção para ler o script comigo, e eles filmara. Enviei e eu realmente não pensei muito sobre isso, porque no momento eu estava cansada de audições e nunca ouvi falar nada de volta. Cerca de três dias depois, meu manager me chamou e me disse que eles queriam me ver: ‘Você pode voar para Los Angeles? Eles vão te enviar um vôo”. Um dia depois da audição, eu recebi uma ligação no meu quarto dizendo: ‘Você conseguiu o papel!’. Eu estava sobre a lua! Gritei muito,eu não sei o que pensaram que estava acontecendo no meu quarto no hotel.Como foi se mudar de Toronto para Hollywood?
Não é tão chamativo como eu imaginei que seria o como as pessoas pensam que é. Eu acho que é um belo lugar para se viver, o tempo é espetacular e bom, mas não mudou o que eu faço da minha vida ou o que eu fiz na minha vida, em Toronto. Eu saio muito, mas é apenas isso. Eu nem sequer saio tanto quanto em Toronto. Sou muito caseira [e] eu amo a luz do sol que somos tão sortudos de ter em Los Angeles. Essa é a grande diferença.
Era seu objetivo fazer parte de uma série de TV?
Não. Para mim, [o meu objetivo] sempre foi apenas ser feliz e animada com o que eu era parte. Eu não quero atuar apenas por atuar. Queria sempre estar animada – um script ou uma série em si. Sabendo que eu estava indo interpretar Emily Fields – uma garota lutando com sua sexualidade – me levou a outro nível de mim mesma. É divertido entreter as pessoas, eu amo fazer isso, mas é um novo “reino” – e para mim, dez vezes melhor – quando eu posso realmente ter um pequeno impacto no ponto de vista de alguém.
Como você encontrou as reações do público para o seu personagem?
É muito lisonjeiro quando eu ouço que alguém se inspira em mim, mas eu honestamente não sirvo para ser um modelo. Eu posso apenas ser a melhor versão de mim mesma, e isso é tudo que eu estou tentando fazer. Eu acredito que sua orientação sexual não define quem você é, e se as pessoas pensam que isso é algo para olhar para cima e pensar, então isso é ótimo. Tenho muita sorte de ter sido criada em um lar onde a cor da pele ou religião – nada disso importava. O que importava era como uma pessoa lhe tratava e como eles tratavam os outros. Não pensei duas vezes sobre interpretar esse papel ou me preocupar com que as pessoas iam pensar.
Quem é “A”?
Não sei.
Você sabe ou você não quer me contar?
Não, eu adoraria poder contar, mas infelizmente, eu não sei. E talvez isso seja melhor, pois nós interpretamos boas mentirosas na série, mas eu não sei o quão mentira eu posso ser na vida real.
Qual é o seu maior segredo?
Eu aprendi um monte com minha personagem, e eu sei o quanto essas garotas se metem em problemas e o quanto elas carregam segredos nas costas. Eu escolhi ir na direção de não ter nenhum, então eu não teria os mesmos problemas que ela.
O que é FAULT?
Às vezes, colocando as necessidades dos outros antes da minha.



















